Cinzas de outros Carnavais
A disposição para festejar já não era a mesma de anos atrás. A caminhada pela (literal) avenida exigia disposição que não lhe transbordava . Cansado d e samb ar - ain da que seus passos se resumissem aos dedos indicadores para cima -, e ntrou em boteco qual quer. Sentou-se junto ao bal c ão . Pediu uma cerveja, mas a fome que batia mais ritmada que o bumbo lá fora o forçou a orde nar também um salgado requentado d o vidro . En quan to a ban da continuava a passar e ele encarava as gotas da garrafa gelada, a mascarada ani mada se aproximou do atendente posi cionado atrás do tampo de madeira e ped iu uma dose de Martini. O garçom lança a ela um olhar como de quem duvida da sanidade e do senso de localização da in terlocutor a , que responde rindo: " Brincadeira, querido. Eu quero uma cerveja mesmo " Reconheceu quem era. Apesar da fantasia , da tonalidade da pel e mais bronzeada e do cabelo diferente , a m aior mudança desde a ú ltima vez que lhe vira era ...